20.10.10

flor do mato

por entre as minhas pedras
mais uma flor do mato

e posso retratá-las
pelo aquário de formigas
as finas brotoespinhas
buscando espremidas
dos brejos da história
que cospe numa ânsia
esta inglória convulsão

não merece este poema
não merece esta visão
é só uma daninha
seu cheiro não vale olfato
seu lugar é só em vão

aceitem seus pequenos e inofensivos espinhos
são, se não me cheira a muito anseio, a perfeita imperfeição

Um comentário:

Poliana disse...

gostei muito..

são flores daninhas, mas são flores ainda..

é o que é né, Denis?
Com espinhos pequeninos, perfeitamente imperfeitos porque vivos.
beijo enorme